O general de divisão Elias Rodrigues Martins Filho, do Brasil, foi convidado pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, para comandar o contingente militar da Missão de Estabilização das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUSCO). Embora um general brasileiro tenha sido convidado para comandar a missão, o Brasil não enviará tropas para o Congo.
Historicamente, após o genocídio em Ruanda em 1994 e o estabelecimento de um novo governo, mais de um milhão de ruandeses hutus fugiram para o país vizinho – à época Zaire e hoje República Democrática do Congo – em áreas habitadas pela etnia tutsi e outras. Desde então, iniciaram-se conflitos armados, e vários grupos rebeldes, por vezes apoiados por outros países africanos, espalharam-se pelo Congo. Em 1999 foi assinado o acordo de Luzaka, um cessar-fogo entre a República Democrática do Congo e outros cinco Estados regionais (Angola, Namíbia, Ruanda, Uganda e Zimbábue). Para acompanhar o processo de paz, ainda em 1999, foi criada a Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUC), a qual foi rebatizada em 2010 para Missão de Estabilização das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUSCO).
Devido à escalada da violência, em 2013, de forma excepcional, uma resolução do Conselho de Segurança permitiu à missão, por meio da criação de uma Brigada de Intervenção com armamento mais robusto, ocupar territórios específicos a fim de neutralizar grupos armados. A MONUSCO é uma das maiores e mais complexas missões da ONU, contando atualmente com um contingente militar de aproximadamente 15.000 integrantes.
Outro comandante militar brasileiro esteve à frente da MONUSCO de 2013 a 2015, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz. Ele também comandou o contingente militar da missão de paz da ONU para a estabilização do Haiti (MINUSTAH) entre 2006 e 2009.
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