A promotora de Justiça Militar Najla Nassif Palma esteve no Líbano acompanhando o trabalho desenvolvido pela tropa brasileira na Força-Tarefa Marítima (FTM) da Força Interina das Nações Unidas no Líbano – UNIFIL. São aproximadamente 300 militares brasileiros na região, a maioria deles tripulantes da Fragata União, navio Capitânia da esquadra responsável pela vigilância da costa libanesa.
A UNIFIL foi criada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, em março de 1978, com a finalidade de efetivar a retirada israelense do Líbano, restaurar a paz e a segurança e assistir ao governo libanês no restabelecimento da autoridade na área. A Força-Tarefa Marítima (FTM), componente marítimo da missão, foi criada em outubro de 2006 e realiza operações de interdição marítima e vigilância para impedir a entrada de armas e material conexo no Líbano, além de contribuir no treinamento da Marinha libanesa. Desde novembro de 2011, a FTM é chefiada por oficiais generais brasileiros, sendo atualmente comandada pelo Contra-Almirante Joése de Andrade Bandeira Leandro.
De acordo com a promotora Najla Palma, que ministra palestras sobre Direito Internacional no Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB) para os militares que integrarão a missão, “o trabalho realizado pela Marinha na Força Tarefa Marítima da UNIFIL contribui para a consolidação da posição brasileira no cenário internacional, destacando nosso país como um importante ator na manutenção da paz”.
A relevância do trabalho de vigilância da FTM-UNIFIL na região foi aumentada após o conflito na Síria. De acordo com informações repassadas por integrantes da missão brasileira, a guerra civil naquele país provocou um aumento aproximado de 25% no tráfego de embarcações na costa do Líbano. Percentual considerável de navios cargueiros que costumavam se destinar à Síria passou a operar nas águas libanesas em busca da proteção da esquadra das Nações Unidas.
Em março de 2013, a FTM atingiu a marca de 50.000 interrogações de navios em trânsito na área marítima de operações e, após o início da guerra civil síria, conseguiu impedir o desembarque, na costa do Líbano, de armamentos destinados aos rebeldes opositores ao governo. Uma das preocupações da ONU é que, acobertados por esse fluxo maior de navios, contrabandistas tentem usar o litoral do país para levar armas à Síria.
A esquadra da FTM-UNIFIL é formada por nove navios de guerra e quatro helicópteros do Brasil, Alemanha, Bangladesh, Grécia, Indonésia, Itália e Turquia. Os navios patrulham uma faixa de 100 quilômetros mar adentro a partir da costa libanesa, que tem 220 quilômetros de extensão.
A promotora Najla Nassif Palma integrou a comitiva do Ministério da Defesa e do Comando-em-Chefe da Esquadra da Marinha na viagem de avaliação e manutenção do navio Capitânia da FTM-UNIFIL no mês passado.
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