
O procurador de Justiça Militar Antonio Carlos Gomes Facuri representou o Ministério Público Militar na Solenidade de Posse realizada pelo Colégio de Procuradores de Justiça do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), na quarta-feira (18/3), no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça, em Florianópolis/SC. Na oportunidade, foram empossados os procuradores de Justiça Juliana Padrão Serra e Rafael de Moraes Lima.
Rafael de Moraes Lima será titular da 8ª Procuradoria de Justiça Cível, e, Juliana Padrão Serra, será titular da 10ª Procuradoria Criminal.
A solenidade – Depois da assinatura e do juramento dos empossados, a procuradora de Justiça Heloísa Crescenti Abdalla Freire deu boas-vindas aos novos colegas. “Cada um traz uma bagagem recheada de muita luta, dedicação, intenso trabalho e, principalmente, de busca incessante pela aplicação da justiça”, disse em seu discurso.
O procurador de Justiça e ouvidor do MPSC, Luiz Ricardo Pereira Cavalcanti, reforçou os cumprimentos aos novos Procuradores de Justiça e destacou que cerimônias como aquela “nos obrigam a interromper, por alguns instantes, a engrenagem do cotidiano para lembrar quem somos. Elas nos fazem olhar para trás e recordar por que, um dia, decidimos dedicar a vida ao Ministério Público – e que marca humana esperamos deixar nesta Instituição”, disse.

No seu primeiro discurso como procuradora de Justiça, Juliana Padrão Serra destacou os desafios de uma mulher para avançar na carreira. “O caminho trilhado até aqui foi penoso. O acesso às carreiras jurídicas para as mulheres era tarefa muito mais difícil naqueles tempos […] Nas comarcas do extremo oeste, por onde passei, era olhada com curiosidade. As pessoas visivelmente me testavam, por ser mulher e jovem, sempre me exigindo, ainda que veladamente, alguma prova extra da minha capacidade. Muitas vezes assumi posturas mais duras e intransigentes do que gostaria ou deveria, para ser respeitada e levada a sério”.
Antes dos agradecimentos aos amigos, familiares e colegas de profissão, a Procuradora de Justiça afirmou que segue com a mesma força de quando começou a carreira. “Após quase 30 anos, aquela menina ainda vive em mim, feita da mesma matéria, idealista, inconformada com a injustiça, cada vez mais forte e determinada a continuar servindo a sociedade catarinense”.

O novo procurador de Justiça Rafael Lima iniciou lembrando sua chegada ao Ministério Público: “Em 5 de junho de 1998 ingressei no Ministério Público como promotor de Justiça substituto com imensa alegria, repleto de vontade de trabalhar e ávido por assumir nossas funções na Comarca de Itajaí. Hoje, após 27 anos no exercício das funções ministeriais, me sinto impelido pelo momento a olhar para trás e fazer um resgate na memória de uma trajetória de trabalho e dedicação. Esta trajetória não foi percorrida sozinha. Muitas pessoas estiveram junto comigo e fizeram parte da minha vida profissional”.
Ainda ao olhar para a carreira percorrida e mirando o que virá, Rafael deixou três pontos para reflexão: “Primeiro: precisamos fazer o nosso papel bem-feito. Há expectativas da sociedade sobre nós. É possível fazer bem-feito. Tudo que se faz com afinco resulta em qualidade. Segundo: vivemos o mundo do Direito. Temos que defender o regime jurídico. Isso é fato. Não creio que a sociedade tenha que se adaptar ou se moldar ao Direito. O contrário é verdadeiro. Precisamos pensar o Direito sempre em harmonia com a voz difusa da sociedade. Por último, não menos importante, precisamos ter em mente que, sempre que tivermos uma alternativa possível, devemos escolher o caminho em que acreditamos. Isso deve se dar na vida, na sociedade, no cotidiano e, transportando essa premissa para este importante momento profissional, deve se dar na atuação como Promotores de Justiça e, agora, como Procurador de Justiça”, disse, antes de começar os agradecimentos a todos que o acompanharam na carreira.
Para encerrar a solenidade, marcada pela emoção dos empossados, a procuradora-geral de Justiça, Vanessa Wendhausen Cavallazzi, disse que o dia de hoje “transcende as trajetórias individuais e alcança o próprio sentido institucional do Ministério Público”.
“A posse no cargo de Procurador e Procuradora de Justiça não representa apenas a ascensão ao último degrau da carreira. Representa, em verdade, a chegada a um lugar de maior responsabilidade institucional, de maior densidade decisória e de mais aguda consciência sobre o papel que o Ministério Público desempenha na preservação da ordem jurídica, do regime democrático e dos direitos fundamentais. Há momentos na vida das instituições em que a forma e o símbolo se encontram. Esta é uma dessas ocasiões. Porque o que hoje celebramos não é somente um ponto de chegada pessoal, mas a renovação de um compromisso coletivo”, afirmou. (Com informações da Assessoria de Comunicação do MPSC)
Fotos: MPSC






























